Robôs vão tirar os nossos empregos? Não há razão para alarmismo, aponta pesquisa

De acordo com estudo publicado pela Pearson, uma em cada cinco pessoas está em ocupações que encolherão até 2030; documento indica caminhos para preparar os profissionais do futuro.

Em parceria com a fundação britânica de inovação Nesta e a Oxford Martin School, da Universidade de Oxford, a Pearson apresenta a pesquisa O futuro das habilidades: empregabilidade em 2030. O estudo traz uma abordagem totalmente nova para prever as futuras demandas de trabalho nos Estados Unidos e no Reino Unido. Ao contrário do que se lê em manchetes mais alarmistas, a pesquisa aponta que muitos empregos existentes hoje ainda estarão sob demanda em 2030. Entretanto, ao mesmo tempo em que os empregos continuam existindo, as habilidades necessárias para se ter sucesso nessas posições estão mudando.

Pela primeira vez na história, pesquisadores aliaram conhecimento humano e inteligência artificial para gerar uma visão mais aprofundada das tendências de empregabilidade para o futuro. Essa abordagem inovadora levou à conclusão de que apenas um em cada cinco trabalhadores está em alguma ocupação com altas probabilidades de declínio.

A pesquisa também prevê que uma em cada dez pessoas tem grandes chances de ver seu emprego passar por um aumento de demanda. Já os demais trabalhadores, cerca de 70%, estão em empregos onde há maior incerteza em relação ao futuro: eles podem melhorar suas perspectivas de empregabilidade se investirem na aquisição das habilidades certas. Sem trazer uma visão apocalíptica, as descobertas mostram que é possível agir para ajudar mais pessoas a se preparar para o futuro.

Em ambos os países, as áreas em que mais se espera um crescimento de empregabilidade estão associadas a educação, saúde e ocupações mais abrangentes do setor público. Também há boas perspectivas para setores criativos, digitais, de desenvolvimento e engenharia. É esperado um declínio na empregabilidade em áreas relacionadas a transporte e fabricação tradicional.

O conhecimento em áreas como história, filosofia e administração está, em geral, associado a ocupações que preveem um aumento na participação de mão de obra. Já áreas de conhecimento relacionadas a STEM (sigla inglesa para ciência, tecnologia, engenharia e matemática – o equivalente às nossas ciências exatas), como design de ciência e tecnologia, só serão utilizadas em ocupações específicas.

Habilidades sociais serão a chave para o sucesso, à medida em que a procura por capacidades exclusivamente humanas aumenta. As habilidades cuja demanda deve ser mais alta incluem perceptividade social, aprendizagem e escuta ativas, julgamento e tomada de decisões. Além disso, o estudo aponta um crescimento na exigência por habilidades cognitivas, como fluência de ideias, originalidade e expressão oral. Já para habilidades físicas, como resistência e noção de profundidade, a expectativa é de declínio.

“O futuro do trabalho é mais favorável do que o senso comum sugere – não vai ser homem versus máquina, e sim homem e máquina”, afirma John Fallon, CEO da Pearson. “Está claro que a tecnologia está mudando a economia global e os mercados de trabalho, mas nós vamos ser capazes de continuar no comando do nosso destino. Precisamos reavaliar as habilidades de que as pessoas precisarão nesse futuro digital, e atualizar nossos sistemas educacionais para assegurar que professores tenham as ferramentas corretas para ajudar os estudantes a ter sucesso no mercado de trabalho de amanhã”.

É consenso entre muitos estudos que ocupações que exigem relativamente menos habilidades são as mais ameaçadas pela automação. No entanto, a pesquisa O futuro das habilidades aponta que algumas atividades como hospitalidade e preparação de alimentos passarão por valorização, refletindo tendências de consumo mais abrangentes. Um exemplo é o ressurgimento do trabalho artesanal em áreas como fabricação de cerveja e barbearia.

 

A pesquisa completa está disponível, em inglês, para consulta e download no site futureskills.pearson.com.

 

Metodologia

A metodologia da pesquisa partiu de uma análise das megatendências globais com maior probabilidade de impacto sobre o futuro do trabalho, incluindo mudança tecnológica, globalização, mudança demográfica, sustentabilidade ambiental, urbanização, desigualdade crescente e incerteza política. Painéis de especialistas nessas tendências, nos Estados Unidos e no Reino Unido, estudaram os efeitos dessas tendências sobre o trabalho e como elas interagem umas com as outras.

Os especialistas então discutiram como essas megatendências afetariam a demanda de dez diferentes empregos em 2030, a partir de uma base de dados de empregos disponível ao público. Essas análises foram inseridas em um algoritmo de machine learning (espécie de “sistema autodidata” relacionado à inteligência artificial, capaz de acessar dados e aprender com eles). Com as previsões dos especialistas, o algoritmo aprendeu a prever a demanda de 120 habilidades diferentes
relacionadas a esses empregos.

Depois, permitiu-se que o algoritmo perguntasse aos especialistas a respeito de um novo conjunto de dez empregos para serem previstos. Como antes, os especialistas debateram e inseriram suas previsões no algoritmo. Esse procedimento foi repetido três vezes. Por meio dessas rodadas de inserções, o sistema desenvolveu uma perspectiva sobre quais empregos e habilidades teriam aumento ou queda na demanda até 2030.

 

Sobre a Pearson

A Pearson é a maior empresa de educação do mundo, atuando com conteúdo, avaliação e uma variedade de serviços de ensino e aprendizagem aliados a tecnologia. Nossa missão é ajudar pessoas a progredirem por meio do acesso a melhores oportunidades de ensino. Acreditamos que o aprendizado abre caminho para oportunidades, levando a carreiras recompensadoras e melhores condições de vida.

 

Mais informações em www.pearson.com.br

 

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